domingo, 29 de setembro de 2013

TORMENTA



Autor: Jorge Ventura
Título: Tormenta



A certa hora o poema é só tormenta.

Naufrágio de versos num mar insone.

É vento ou vaga de uma luta sôfrega

ao farfalho de páginas e intentos.



A certa hora o poema é só tormenta.

Vela perdida em busca de um cais.

Angústia de quem se afoga no caos,

sedento por respostas tão somente.



A certa hora o poema é só tormenta.

Serpente marinha na orla marítima.

Surrealismo, imagem sombria,

o nada a nado, feroz e eminente.



A certa hora o poema é só tormenta.

Singra nas águas pelo sangue célere.

É noite profunda e manhã incerta.

Remo e rima soltos na correnteza.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Procure Aqui

Colaboradores